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O papel das células-tronco do cordão umbilical, seu processo de coleta e criopreservação

jul 08 2011

Há anos as células-tronco de cordão umbilical vêm sendo estudadas para tratamento de doenças como leucemias e linfomas, enfermidades imunológicas, alguns tipos de anemias congênitas e adquiridas, doenças de erros do metabolismo, entre outras. Além disso, estudos experimentais em laboratório e pré-clínicos demonstram atividade regenerativa dessas células em doenças como o diabetes tipo I, esclerose múltipla, doenças cardíacas, lesões raquimedulares, cerebrais isquêmicas e traumáticas, ósseas e articulares.

Isso porque as células-tronco são células primitivas com capacidade de autorrenovação e de dar origem a outras células especializadas (diferenciação), formando ou reparando diversos tecidos do nosso organismo. Essa característica faz com que elas assumam o diferencial de potencializar a reconstrução de um tecido afetado. Elas possuem a característica da plasticidade, que é a capacidade de especializar-se e diferenciar-se de acordo com o ambiente em que estão inseridas.

Também estimulam condições para a expansão das demais células-tronco residentes nesses tecidos e a liberação de ativos que auxiliam na regeneração de diversas lesões. Essas células são encontradas em todo o corpo humano. No entanto, as fontes mais utilizadas, em virtude da grande disponibilidade, são as da medula óssea e do sangue do cordão umbilical.

As células-tronco do cordão umbilical apresentam menor chance de rejeição após o transplante, sua disponibilidade é imediata, eliminando-se a necessidade de busca por um doador compatível. Armazenadas, permanecem jovens, possuindo um potencial regenerativo superior ao das células da medula.  Em contrapartida, as células provenientes da medula possuem um período de “pega” menor, ou seja, o paciente transplantado retoma sua defesa imunológica mais rapidamente.

Quando o casal opta pelo serviço de criopreservação de células-tronco, uma enfermeira especializada acompanha a mãe durante toda gestação até o momento do parto. Já na hora do parto, assim que o obstetra retira o recém-nascido, a enfermeira ou o médico responsável pela coleta punciona os vasos sanguíneos do cordão umbilical com uma agulha, drenando todo o sangue para o interior da bolsa de coleta. Vale ressaltar que a coleta não apresenta qualquer risco à mãe ou ao bebê e é indolor para ambos.

Após a retirada da placenta, inicia a segunda fase, denominada extrauterina, quando se retira, com a ajuda de uma seringa, o sangue placentário antes de sua coagulação. O volume de sangue extraído do cordão umbilical é variável e depende do tamanho do cordão e da idade do bebê. A legislação pertinente define um volume mínimo de 70 ml ou um número de células nucleadas presentes maior que 5 X 10 elevada a 8 células. O volume final para a criopreservação é reduzido para 20 ml em bolsa especial para criopreservação em nitrogênio líquido a menos 196 graus Celsius, temperatura que garante a integridade das células para utilizações futuras.

Edgard de Barros Nascimento

Hematologista e diretor do Criobanco Medicina e Biotecnologia



Comentários

  1. Rodrigo setembro 3, 2011

    Excelente artigo!

    Li um que também achei bem interessante: http://www.gestantes.net/celulas-tronco/

  2. ketty março 12, 2012

    adorei, me ajudou bastanti

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