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Linfoma: o que é, causas e como tratar

ago 12 2011

Sistema linfático

No sistema de defesa do nosso corpo, órgãos, vasos e tecidos linfáticos e linfonodos, conhecidos popularmente como ínguas, se posicionam estrategicamente para ajudar a proteger nosso organismo de infecções, formando, assim, o sistema linfático (veja imagem). As amídalas, o fígado e o baço também fazem parte desse conjunto, que é responsável pela produção e transporte de glóbulos brancos, células que combatem infecções e participam do sistema de defesa de todo o organismo.

Além dos órgãos acima, os vasos linfáticos transportam a linfa, um fluido claro que circula pelo corpo e contém células chamadas linfócitos. Os também gânglios linfáticos têm sua função e se localizam em várias partes do corpo, entre elas o pescoço, as axilas e as virilhas, funcionando como filtros, reconhecendo e combatendo células e microorganismos que passam por eles.

Quando, por exemplo, uma célula normal do sistema linfático se transforma e começa a crescer sem parar e a se disseminar pelo organismo, a pessoa desenvolve um tipo de câncer chamado linfoma. A doença possui comportamento e grau de agressividade diversos, sendo dividida em dois grupos: linfoma de Hodgkin e linfoma não-Hodgkin, que, por sua vez, dividem-se em vários outros subtipos.

Causas

A razão específica para que um linfócito se multiplique de modo desordenado e dê origem a esse tipo de câncer ainda é desconhecida. Alguns linfomas estão relacionados a infecções crônicas, predispostas a mutação das células linfáticas. Outros podem ocorrer devido a fatores ambientais, como exposição a produtos químicos.

Estudos apontam o linfoma como a doença mais incidente em pessoas com mais de 60 anos e indivíduos com HIV, doenças autoimunes, transplantados ou que tenham contato com solventes ou radiação.

Sintomas

É preciso ficar atento à presença de linfonodos (ínguas) no corpo, principalmente se não houver nenhuma infecção. Afinal, isso reflete a proliferação exponencial de glóbulos brancos, os verdadeiros geradores do crescimento anormal dos linfonodos. Geralmente, os infecciosos são acompanhados de dor, ao contrário dos linfomas, o que dificulta o diagnóstico.

Tratamento

A quimioterapia ainda é o tratamento mais usado, associada, em alguns casos, com a radioterapia. Também podem ser utilizados anticorpos monoclonais, produzidos em laboratório para reconhecer certas proteínas das células do linfoma e atingi-las como um alvo.

Em alguns casos, o tratamento inclui transplante autólogo de medula óssea.

Fique atento

- Não fique exposto durante muito tempo a produtos químicos, em especial aos agrícolas;

- Portadores de vírus HTLV e HIV devem prestar mais atenção aos sintomas, porque são eles quem correm maior risco de desenvolver linfoma;

- Conheça seu corpo por meio de autoexames. Assim, será mais fácil identificar alguma mudança física;

- Idosos devem redobrar a atenção, posto que a incidência de linfoma é maior para quem tem mais de 60 anos;

- Procure um médico se notar a presença de uma íngua (gânglio) no pescoço, na axila e na virilha. Essa atitude deve ser ainda mais imediata se ela não estiver dolorida, tiver crescimento rápido e a pessoa não apresentar nenhuma infecção.



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