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Novas opções terapêuticas a partir de células-tronco para epidermólise bolhosa

set 22 2011

Fragilidade da pele e mucosas, formação de bolhas, além de lesões no couro cabeludo e dentárias. Esses são alguns dos sintomas da doença de caráter hereditário conhecida como epidermólise bolhosa, que acomete cerca de um em cada 50 mil nascidos vivos e não apenas é severa como compromete totalmente a qualidade de vida do paciente.

A doença é provocada por alterações nos genes responsáveis pela produção de proteínas estruturais da pele, como a queratina e colágeno. O resultado dessa mutação é uma epiderme extremamente frágil que não resiste a fricções mínimas, provando a formação de bolhas por todo corpo.

Clinicamente, a epidermólise bolhosa é classificada em três subtipos: simples, distrófica e juncional. Na forma simples, o paciente apresenta bolhas que tendem a melhorar com o tempo e sua cicatrização pode não deixar danos permanentes. A epidermólise distrófica pode resultar em alteração permanente da pele, uma vez que as bolhas dispõem-se por todo corpo e podem ocorrer junções dos dedos e contração das mãos, reduzindo a movimentação destes pacientes. A forma juncional é considerada a mais grave, pois atinge estruturas importantes do sistema digestivo, impedindo a deglutição e digestão de alimentos.

Os tratamentos atuais para essa patologia são terapias de suporte, objetivando a melhoria do quadro geral do paciente, e não a cura da doença. Nesse sentido, pesquisadores da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, têm focado suas pesquisas nas células-tronco encontradas no sangue do cordão umbilical. A pesquisa, liderada pelo Dr. John Wagner, atualmente está recrutando pacientes para realização de transplantes de células-tronco obtidas do sangue do cordão umbilical. Os cientistas acreditam que o transplante das células, associado à quimioterapia, poderá dar novas esperanças de cura aos pacientes portadores da epidermólise.

Certamente, as pesquisas científicas envolvendo células-tronco avançam no sentido de promover novas opções terapêuticas e qualidade de vida a pacientes portadores de doenças associadas com alta morbidade e letalidade.

Bruno Verbeno
Coordenador Clínico Científico do Criobanco
Biólogo formado pela Universidade Federal do Espírito Santo, especialista em cultura celular e mestre em ciências médicas pelo departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP).



Comentários

  1. Tenho duas filhas com EB. Gostaria de realizar esse tratamento com células troncos. Elas sofrem muito. Renata é pior tem 32 anos e Luciana formada em direito tem 28 anos. Nos ajudem. Moro em Recife Pernambuco, Brasil bairro boa viagem, fone: (81)86029115(oi) 81390420(tim). Aguardo respostas abraço.
    Maria de fatima correia pragana (mãe)

    • admin julho 19, 2012

      Oi, Maria! Temos um material bem explicativo que pode ajuda-la. Há algumas opções de tratamento atual que podem dar mais esperança a quem tem a doença. Veja nesse link http://bit.ly/q1BWav

  2. admin outubro 5, 2011

    Olá, Vileide.

    Primeiro, muito obrigado por entrar em contato conosco. É uma honra para o Criobanco estar presente na vida das pessoas, atuando sempre a melhorar o bem-estar e, obrigatoriamente, a saúde de toda a comunidade.

    Agora, nós precisamos do seu telefone para podermos conversar melhor.

    Pode nos passar?

    Att.

    Blog Criobanco

  3. admin outubro 5, 2011

    No mais, Vileide, você pode entrar em contato com a nossa central, gratuitamente, por meio do número 0800-88-20-000.

    Esperamos sua ligação.

    Att.

    Blog Criobanco

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