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A viabilidade das células-tronco 23 anos depois

mai 15 2012

Em 1989, o primeiro transplante de sangue células progenitoras hematopoéticas contidas no sangue de cordão umbilical salvou a vida de um paciente portador de anemia de Fanconi. Esse procedimento só foi possível graças às técnicas de criopreservação do sangue de cordão, da quantificação das células-tronco hematopoéticas contidas no material e do descongelamento e infusão adequados no paciente.

Atualmente, mais de 20 mil transplantes já foram conduzidos no intuito de tratar desordens hematopoéticas malignas ou não. Esses procedimentos só são possíveis por conta da existência dos bancos de cordão que armazenam esse material para uso futuro. Dessa forma, o tempo que as células poderão permanecer criopreservadas é crítico para o sucesso das terapias que dependem das células-tronco criopreservadas.

Tentar averiguar essa questão foi o trabalho de uma equipe de pesquisadores da Universidade de Indiana, cujos resultados foram publicados em artigo científico no importante jornal da Sociedade Norte-americana de Hematologia e que está disponível na íntegra no blog do Criobanco.

 Os cientistas constataram que as células criopreservadas há 23 anos foram capazes de se proliferar e diferenciar-se em diferentes tipo de células sanguíneas; tudo isso com velocidade similar às células recém-isoladas.

 O grupo foi capaz de avaliar também a capacidade funcional dessas células ao transplantá-las em camundongos imunodeficientes, onde foram capazes de restabelecer toda a produção normal de células sanguíneas. As células desses camundongos transplantados foram recuperadas e novamente transplantadas em outros camundongos, onde observou-se o mesmo efeito dos primeiros. Esse experimento demonstra a capacidade de repovoamento da medula óssea em longo prazo.

Além disso, as células criopreservadas foram testadas quanto à capacidade dos linfócitos T de responderem a estímulos por parte de bactérias ou vírus. Foi possível constatar que as células criopreservadas são capazes de exibir respostas semelhantes às de células não congeladas.

As células-tronco presentes no sangue de cordão umbilical também não perderam a capacidade de diferenciação em outras linhagens, como os pesquisadores averiguaram ao diferenciá-las em células progenitoras endoteliais, responsáveis pela formação e manutenção de vasos sanguíneos.

Por fim, ao final de uma série de experimentações conduzidas com o objetivo de testar se o potencial das células criopreservadas após 23 anos permanecia semelhante ao de células ainda não criopreservadas, os cientistas provaram que as técnicas de criopreservação utilizadas são capazes de manter as células não somente viáveis, mas providas de todas as características que as fazem únicas e que constituem o grande interesse da medicina moderna.



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