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Mais possibilidades de utilização de células-tronco

set 21 2012

O sangue de cordão umbilical já foi considerado apenas como material biológico para descarte. Após o sucesso de sua primeira utilização clínica, tornou-se uma fonte alternativa às células-tronco de medula-óssea e as aplicações clínicas, bem como o número de transplantes, cresceram desde então.

Com o aumento das aplicações e o desenvolvimento de pesquisas principalmente em medicina regenerativa, o armazenamento das células-tronco do sangue de cordão umbilical e placentário (CT-SCUP) tem sido uma opção cada vez mais considerada pelas famílias que estão com uma gravidez em curso ou planejando o bebê, uma vez que mais de 70 doenças já foram tratadas com sucesso utilizando essa fonte de células, entre elas leucemias, linfomas, síndromes metabólicas e outras desordens. Além disso, muitos pais avaliam a possibilidade de utilização entre irmãos, já que a chance das células do cordão serem compatíveis são 30% maiores do que as da medula óssea.

Muitas das pesquisas clínicas em andamento utilizam essas células no desenvolvimento de terapias em medicina regenerativa. Assim, grupos de pesquisa têm se dedicado ao desenvolvimento de tratamentos para o mal de Alzheimer, diabetes tipo 1 e outras doenças autoimunes, regeneração de tecido neural lesionado por acidentes, doenças do coração, entre outras. Tantas novas aplicações aumentam a probabilidade de utilização autóloga das células do sangue de cordão.

De fato, as estatísticas apontavam para uma probabilidade de uso autólogo do sangue de cordão criopreservado entre 1 em 2.500 e 1 em 200 mil. Contudo, um estudo recente realizado com base nos dados obtidos do centro internacional de pesquisa em sangue e transplante de medula (ou CIBMTR, órgão norte-americano que recebe os registros dos transplantes de células-tronco hematopoéticas realizados naquele país) realizou uma extensiva análise estatística e concluiu que essa probabilidade de uma pessoa utilizar as células do próprio cordão umbilical é de 1 em 400.

Essa alteração expressiva na possibilidade de utilização autóloga deve-se, segundo os autores da pesquisa, principalmente à grande expansão das possibilidades de utilização do material. Os pesquisadores levaram em consideração não apenas as doenças já tratáveis como também ponderaram sobre as pesquisas clínicas em desenvolvimento.

É interessante ainda analisar que, conforme a população envelhece, aumentam as chances do diagnóstico de doenças passíveis de tratamento com as células do cordão. Além disso, uma vez que as células podem permanecer criopreservadas por longos períodos, a possibilidade de uma pessoa que teve suas células do sangue de cordão criopreservadas em utilizá-las aumenta consideravelmente. Deste modo, o desenvolvimento da expansão das células-tronco é também muito importante para garantir a dose celular necessária para os pacientes.

Bruno Verbeno, MSc

Coordenador Clínico Científico

                                                                                                                                                                                                                                                  Criobanco – Medicina e Terapia Celular



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