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Fontes de células-tronco e suas possibilidades

jan 15 2013

O sangue de cordão umbilical sempre motivou cientistas a pesquisarem sobre suas funções. Em 1974, as evidências apontavam para a existência de células com propriedades especiais e ao final da década de 80 confirmou-se a presença de células-tronco nesse tecido. Esses achados contribuíram para a realização do primeiro transplante de células do sangue de cordão em 1989. Atualmente, estima-se que mais de 600 mil unidades desse material encontrem-se criopreservadas e mais de 20 mil transplantes já tenham sido conduzidos para tratar principalmente doenças hematológicas severas.

Embora a medicina moderna já tenha sólida experiência na condução dos transplantes, o sangue de cordão é uma rica fonte de células-tronco de diferentes tipos que atuam durante o desenvolvimento do organismo, como as células progenitoras endoteliais e mesenquimais. Tal variedade celular torna possível o surgimento de novas aplicações terapêuticas. As células progenitoras endoteliais são fundamentais para o desenvolvimento humano. Responsáveis pela formação e manutenção dos vasos sanguíneos que compõem o organismo, elas possuem capacidade de reestabelecer a circulação de tecidos lesionados ou que sofrem com o aporte pobre de oxigênio e nutrientes, derivado da circulação sanguínea deficiente. A utilização dessas células em estudos clínicos demonstra sua capacidade de restaurar a circulação, por exemplo, nos casos de acidente vascular cerebral.

O sangue de cordão umbilical abriga também as células-tronco mesenquimais (CTM), que se diferenciam em diversos tecidos, como osso, cartilagem, gordura e músculo. Essa plasticidade as torna fundamentais para um crescente ramo das terapias celulares, a medicina regenerativa.

Ao comparar as células do cordão com as da medula óssea, observa-se que as CTM do sangue de cordão possuem maior capacidade proliferativa, plasticidade e potencial imunogênico.

Embora a composição celular do sangue de cordão seja diversa, sua principal limitação é seu número restrito. Nesse sentido, pesquisas atualmente em andamento buscam por metodologias que permitam expandir e aumentar o número das células progenitoras, fundamentais para os tratamentos clínicos. Algumas tentativas incluem a cultura das células com moléculas que promovem sua rápida expansão, mantendo suas características primárias. Esses esforços vêm resultando em importantes avanços para a área, como sua utilização no tratamento de leucemias em adultos e crianças.

A rápida evolução das pesquisas que investigam o papel das células-tronco no tratamento de doenças atualmente com pouca ou nenhuma opção terapêutica tem possibilitado descobertas importantes e aumento nas chances de sobrevida, e até mesmo cura, dessas patologias. Paralelamente, os processos de criopreservação e armazenamento desse material a baixas temperaturas garantem a manutenção da viabilidade das células armazenadas para utilização futura.

Bruno Verbeno

Coordenador Clínico Científico Criobanco Medicina e Terapia Celular



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