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Sangue do cordão umbilical é uma possível cura para Aids e leucemia

mai 29 2013

As células-tronco presentes no sangue do cordão umbilical, extraído da placenta do bebê, são uma nova aposta de médicos para a cura de Aids e leucemia. Esse material – que mais especificamente é chamado de células-tronco mesenquimais e está presente no tecido que dá sustentação às células – tem a capacidade de se diferenciar em diversos tecidos e desempenhar importante atividade imunossupressora, sendo indicado, portanto, para aplicações clínicas no tratamento de algumas doenças autoimunes pela possibilidade de regenerar o sistema imunológico.

Diante disso, os médicos da Universidade de Minnesota, nos EUA, realizaram em abril deste ano, pela primeira vez no mundo, um transplante de sangue de cordão umbilical num portador do vírus HIV e com leucemia. O paciente foi um menino de 12 anos de idade. O caráter inovador do processo é que a utilização do sangue do cordão umbilical contém uma variante da proteína da superfície da célula do CCR5 – conhecido como CCR5Δ32. Presente em menos de 1% da população, o CCR5Δ32 impede que a maioria dos tipos do vírus HIV entre nas células T de um paciente, ou seja, protege contra a destruição do sistema imunológico.

Mesmo após o procedimento, o paciente continua recebendo medicamentos antirretrovirais para manter sua supressão do vírus HIV. Mas a expectativa é que, dentro de algumas semanas ou meses, se nenhuma evidência de infecção pelo HIV for encontrada, a droga possa ser suspendida.

Mesmo que, por enquanto, o processo seja complexo, os pesquisadores estão confiantes na tentativa desse caso histórico. E tal expectativa é em parte devido às baixas chances de rejeição que das células-tronco do sangue de cordão umbilical, se comparado às da medula óssea.  A provável explicação para isso é de que as células do cordão sejam imunologicamente imaturas.

 



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