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Transplante de células-tronco do cordão umbilical auxilia no tratamento de Neuroblastoma

mai 02 2013

Dois anos após o transplante, paciente portadora de neuroblastoma grau quatro mantém a doença inativa

O neuroblastoma é um câncer que se desenvolve a partir das células nervosas imaturas. Embora tenha localização preferencial nas glândulas adrenais, pode ocorrer em outras áreas do corpo humano como no abdômen, peito, pescoço e nas regiões próximas à medula espinhal. trata-se de um tumor extracraniano, mais comum em crianças, possuindo algumas classificações variáveis de acordo com localização e tamanho, por exemplo. Dessas formas, o grau quatro é o mais complicado e de pior resultado. É uma classe de tumores pouco estudada, o que dificulta o desenvolvimento de novas opções terapêuticas.

Para pacientes com neuroblastoma grau quatro, o transplante autólogo de células-tronco hematopoéticas é uma opção. Contudo, há uma grande possibilidade de coleta e transplante das células doentes, uma vez que, em muitos casos, o tumor se espalha para a medula-óssea. Assim, a criopreservação das células-tronco do sangue de cordão umbilical é importante por disponibilizar prontamente uma opção terapêutica ao paciente, além de ser livre de complicações, tais como rejeição por compatibilidade, transmissão de determinados tipos de vírus, longa espera por doador, entre outros.

Pesquisadores e clínicos de hospitais e centros de pesquisa em Taiwan já realizaram estudos anteriores utilizando células-tronco da medula-óssea de pacientes com neuroblastoma grau quatro. Foi observada uma melhora significativa no quadro geral dos pacientes que receberam o transplante, contudo a doença retornou na maioria dos participantes do estudo. Esse mesmo grupo de cientistas decidiu então optar pelo transplante autólogo de células-tronco hematopoéticas oriundas do sangue de cordão umbilical criopreservado em uma paciente de dois anos e seis meses, portadora de neuroblastoma grau quatro. Após os regimes de quimioterapia padrão, a criança foi submetida ao transplante. Nenhuma complicação foi observada e as células-tronco transplantadas já se encontravam funcionais 15 dias após o procedimento. Após dois anos do transplante, não há sinais clínicos que indiquem que a doença esteja em atividade.

Embora a experiência clínica com transplante de células-tronco de sangue de cordão umbilical no tratamento de tumores sólidos seja limitada, casos como esse ajudam a esclarecer o importante papel dessa fonte de células, que tem ganhado cada vez mais destaque como opção terapêutica aos transplantes de medula óssea.

 

Por: Bruno Verbeno
Coordenador Clínico Científico Criobanco Medicina e Terapia Celular



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