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Cientistas criam fígado humano com células-tronco

ago 08 2013

Pela primeira vez, cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Yokohama, no Japão, conseguiram reproduzir um pedaço de fígado humano em laboratório por meio de células-tronco chamada de pluripotência induzida (iPS), segundo estudo publicado na Revista Nature no início de julho e divulgado na mídia nacional e internacional. O “broto” de fígado humano foi transplantado com sucesso em camundongos e se transformou num órgão funcional capaz de executar funções de células humanas hepáticas adultas.

Até então, a criação de órgãos vascularizados era um desafio para a comunidade científica, que tentava manipular células-tronco para a geração desses tecidos complexos in vitro. O grande segredo foi imitar em laboratório o ambiente natural de desenvolvimento de um feto. O broto é formado no ser humano na quinta ou sexta semana de gestação. Os cientistas fizeram o mesmo processo de transição primitiva, basicamente.

A criação em laboratório de tecidos é a esperança para repor órgãos danificados por acidente ou por doenças, solucionando, assim, a escassez de doadores e diminuindo a fila de espera. Porém, a técnica ainda tem que ser testada em seres humanos, mas já é uma prova importante de que a estratégia funcionou.

As células-tronco são células infantis e podem se desenvolver em qualquer parte do corpo. Porém, a única forma de obtê-las antes da criação das células iPS era destruindo o embrião, tema que gerava polêmica e era alvo de crítica por religiosos. Agora, essas células iPS são feitas através da conversão de células maduras, como as células da pele, por exemplo, a um estado primitivo, a partir do qual elas podem se desenvolver em muitos outros tipos de células.

A expectativa no futuro é que outros órgãos como rins, pâncreas ou pulmões também possam ser desenvolvidos da mesma forma. Mas é um projeto ainda muito distante na avaliação dos cientistas. Os brotos hepáticos que foram criados no estudo têm aproximadamente de 4 a 5 milímetros de comprimento, mas seria necessário, segundo especialistas, desenvolver outros muito menores para que eles pudessem ser injetados no sangue. As células provavelmente não formariam um novo fígado, mas se acoplariam ao órgão em falência para tentar recuperá-lo.



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